sábado, 15 de março de 2014

Desespero Alheio

Eu espero o momento certo
Em que a lamina atravessa a minha garganta
E o desespero se vai
Em lágrimas me despeço

Vejo tudo escuro, mas me sinto sorrindo
Nenhuma preocupação, nenhum sentimento
Ninguém para ver meu coração bater
Meu desespero alheio

As cortinas caem, a luz é muito intensa
O que estou vendo? O que desejo?
Por que não posso morrer?
Não tenho mais nenhum destino, nenhuma ambição

Serei feliz, serei irracional
Minha mente doe, por pensar demais
Coloco meu coração em conserva
Frito meu cérebro
Animal irracional do desespero alheio

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